domingo, 28 de setembro de 2008

“Bomba” nas pretensões de Massa

Uma corrida para ser esquecida. Assim, pode ser resumida a primeira corrida noturna da F-1 para Felipe Massa. O GP de Cingapura estreou no calendário de provas da categoria, mas suas ondulações e outros problemas estruturais desdenharam um esforço maior dos pilotos. O destino quis que Fernando Alonso vencesse a corrida, e Lewis Hamilton ampliasse a vantagem sobre Massa para sete pontos, após um erro da equipe italiana.

A 800º corrida na história da F-1 garantiu a vitória ao bicampeão espanhol Fernando Alonso, que não conseguia uma vitória desde a corrida de Monza, na Itália, em 2007. Nico Rosberg da Williams conquistou a segunda posição e, completando o pódio, o inglês Lewis Hamilton ficou na terceira colocação – beneficiado por erros e drive through (passagem pelos boxes) sofridos pelos adversários.

A corrida não foi motivo de alegria só para Alonso, pois Lewis Hamilton abriu sete pontos de vantagem na disputa pelo título sobre Felipe Massa. O britânico até mesmo brincou com Alonso no pódio, após atritos envolvendo os dois pilotos em 2007, que culminaram com a saída do espanhol da escuderia britânica.

Felipe Massa teve sua corrida comprometida por um erro de equipe no primeiro pit stop. O brasileiro aguardava o fim do reabastecimento, quando a equipe acendeu o sinal verde e o liberou para retornar a pista, com a mangueira ainda engatada. Massa esperou no fim do pit lane os mecânicos para resolver o problema. Trazendo à tona a discussão sobre o instrumento de sinalização adotado pela Ferrari, ao invés de utilizar o tradicional “pirulito” – placa segurada por um mecânico – como as demais equipes.

Se não bastasse isso, a Ferrari o liberou em cima de Adrian Sutil, da Force India, ocasionando uma punição com drive through. Assim, coube ao brasileiro andar o resto da corrida nas últimas posições, amargando o 13º lugar.

Agora Massa terá que diminuir a vantagem para Hamilton, que tem sete pontos de vantagem. A vitória no GP do Japão, no dia 12 de outubro, no circuito de Monte Fuji, pode manter as chances do brasileiro conquistar o tão sonhado título.

A tendência é que o Brasil seja novamente o palco da decisão de um campeonato. E cá entre nós leitor, alguém viu o Nelsinho Piquet em 20º, eliminado pela forte batida, ou então Rubens Barrichelo em 19º, que tentou jogar o par de luvas para a torcida, mas nem o vento colaborou e o fez jogar no rio. Ainda bem que temos Felipe Massa!

sábado, 20 de setembro de 2008

"Chinelinhos" sem vez

Quem não gostaria de ter Denílson, Athirson, Roque Júnior, Pedrinho, Sorín ou Gustavo Nery (foto/esq.) em sua equipe? Mas a contratação de “medalhões” com mais de 30 anos, os “experientes em fim de carreira” está sendo motivo de cautela por diversos clubes brasileiros. Os “chinelinhos” podem render pouco e ganhar fortunas. Então a nova tendência mercadológica adotada é o contrato de produtividade, antigamente conhecido como “contrato de risco”.

A fama não é o bastante para o jogador garantir a continuidade do trabalho dentro do clube. Assim, a dedicação e eficácia nas quatro linhas serão essenciais para garantir o salário no fim do mês. O risco é grande na contratação de atletas que são indisciplinados, estão fora de forma ou aqueles que estão em fase de recuperação – muitos deles com um histórico de contusões.

O contrato de produtividade funciona da seguinte forma: o atleta assina um contrato com salário fixo, baixo, e ganha um extra a cada partida em que estiver em campo. O Vasco da Gama, o Palmeiras, a Portuguesa, O Internacional e o Cruzeiro são exemplos de clubes que adotaram o contrato de produtividade para alguns de seus jogadores. No Vasco os jogadores são Pedrinho, Odvan, Fernando, Johnny, André e Serginho. No Palmeiras o caso mais recente é o de Roque Junior. A Portuguesa conta com o Athirson, o Cruzeiro com Sorín e, por fim, o Inter com Gustavo Nery.
Qual sua opinião sobre os "medalhões" com contrato de produtividade no futebol?

domingo, 14 de setembro de 2008

Garoto d'Ouro

Se faltou sol neste domingo, sobrou emoção dentro da pista molhada, nas 53 voltas do GP de Monza, na Itália. Mesmo após um início de prova com a presença do safety car, a eletrizante corrida rendeu ao alemão Sebastian Vettel (foto) o gosto de comemorar o posto mais alto do pódio. Já na disputa pela liderança do campeonato, entre Felipe Massa e Lewis Hamilton – sexto e sétimo, respectivamente –, a classificação final fez com que Felipe diminuísse um ponto a vantagem para o inglês. O campeonato continua sendo liderado por Hamilton, com 77 pontos, seguido do brasileiro Felipe Massa, que soma 76 pontos conquistados.

A corrida reservou gratas surpresas, como a vitória surpreendente do alemão Sebastian Vettel, 21 anos, da STR, antiga Minardi em 2007. O piloto revelação, para alguns um aspirante a “Michael Schumacher”, liderou toda corrida. Vettel, que se tornou o piloto mais jovem a fazer uma pole position, administrou com larga vantagem a corrida e recebeu a bandeirada final, de quebra (Monza) ouviu novamente o hino alemão – relembrando as vitórias de Schumacher –, seguido do hino italiano, uma homenagem a escuderia STR, equipada com motor Ferrari.

O pódio foi completado por Heikke Kovalainen, da McLaren e Robert Kubica, da BMW Sauber, na segunda e terceira posições, respectivamente.

A ousadia dos pilotos na pista não se limitou à disputa pelas primeiras posições. Lewis Hamilton, que largou na 15º colocação, utilizou-se da estratégia de realizar uma parada só, e chegou a ocupar a terceira colocação (auxiliado pela parada nos boxs dos concorrentes). A aerodinâmica favoreceu um melhor desempenho em praticamente 33 voltas do circuito e o arrojo nas ultrapassagens deram o ar do espetáculo. Mas a necessidade de mudar para um pneu intermediário – assim como os demais –, acabou com a tática inicial da equipe de um pits, e o rendimento nas voltas finais não foi o mesmo.

Diferentemente de Hamilton, Felipe Massa apresentou um rendimento abaixo do esperado nas voltas iniciais. A ineficácia da Ferrari em pista molhada, em comparação a McLaren, não permitiu uma melhor desenvoltura do brasileiro. Somente nas últimas voltas, com pista seca e pneus intermediários, o carro conseguiu obter um rendimento esperado pelos italianos da escuderia, mas arriscar ultrapassagens nas 10 voltas finais não estava nos planos de Massa e nem da equipe. A comoda sexta colocação, acabou sendo boa para suas pretensões no campeonato.

Daqui duas semanas (28), a estréia do GP de Cingapura, uma corrida de rua noturna, promete dar um impulso para a definição do campeão da temporada. Patriota que sou, estarei com a bandeira verde-amarela, disposto a vibrar com Felipe Massa, para que a vitória no GP e a liderança do campeonato se concretizem.

Deixe seu comentário sobre o GP de Monza, e participe da enquete ao lado. Para saber quem será o campeão da temporada de 2008 da F-1!

Braçadas de esperança


Os olhares da natação paraolímpica brasileira que estavam voltados para o nadador Clodoaldo Silva, começam a se atentar para outro brasileiro, o carioca André Santos. A revelação das piscinas, de 23 anos, do clube Pinheiros, vem despontando nas piscinas do Cubo d’Água, em Pequim. O atleta da categoria S10 entrou para o paradesporto em 2004, quando apresentou seqüelas de poliomielite e paralisia infantil na perna esquerda.

Antes mesmo do problema motor, o nadador competia sem deficiências físicas no Troféu Brasil e José Finkel. Em 2004, André Brasil descobriu o paradesporto, durante as Olimpíadas de Atenas, na Grécia. Porém o para-atleta brasileiro despontou em 2005, quando obteve a quebra de três recordes mundiais em três etapas disputadas.

Se as piscinas favoreciam André, os bastidores reservavam uma triste surpresa. Um equívoco em sua avaliação funcional o impossibilitou de competir com outros portadores de deficiência. Foram os sete meses mais doídos para o nadador, que chegou a desistir de competir. O atleta continuou treinando para manter a forma física, mas a motivação para entrar na água não existia. Assim, as piscinas ficavam distantes a cada dia do para-atleta.

Mas, em 2005, após o Comitê Paraolímpico Brasileiro assumir o erro, chegou a hora de se desculpar e verificar em qual classificação funcional André se esquadraria. O atleta seguiu para o torneio de Dubai, acompanhado do presidente do Comitê Paraolímpico das Américas, Andrew Parson e duas classificadoras. Na competição, André conquistou quatro medalhas de ouro e duas de bronze.

Neste domingo, nas Paraolimpíadas, André conquistou a quarta medalha, um ouro nos 50m livre. Antes disso, ele já havia levado o ouro nos 100m borboleta e 100m livre, além da prata nos 200m medley. O brasileiro é recordista mundial nos 100m borboleta, 50m e 100m livre.

Na sua opinião, os atletas paraolímpicos que conquistaram até aqui 12 medalhas de ouro, 9 de prata e 14 de bronze, total de 35 medalhas, estão dando um banho nos brasileiros que competiram em Pequim, sem deficiências físicas?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Dupla preservada

A Ferrari anunciou a renovação do contrato do atual campeão da F-1 Kimi Raikkonen até 2010, nesta sexta-feira (12), e acabou com as pretensões do piloto espanhol Fernando Alonso que aspirava o ingresso na escuderia italiana, em 2009.

Com o anuncio, a Ferrari mantém seus dois pilotos para as próximas duas temporadas da categoria. Pois, o contrato de Felipe Massa se estende, também, pelo mesmo período de tempo que o do finlandês.

Para evitar novas polêmicas, após indícios de que Kimi pudesse não ter seu contrato renovado no fim da próxima temporada, a Ferrari agiu rapidamente e divulgou a renovação na sessão de treinos, em Monza, na Itália. Aos 28 anos, o "homem de gelo" faz sua segunda temporada pela Ferrari. Ele conquistou o campeonato pela escuderia em sua estréia, em 2007.

O campeonato de 2008 é liderado pelo inglês Lewis Hamilton com 76 pontos, seguido pelo brasileiro Felipe Massa que soma 74 pontos. A terceira posição é ocupado pelo polonês Robert Kubica. Enquanto, o finlandês amarga a quarta colocação com apenas 57 pontos.

Raikkonen aguarda que no GP de Monza, na Itália, neste domingo (14), consiga obter a vitória e continuar na disputa pelo bicampeonato na F-1. Na segunda sessão de treinos, nesta sexta-feira (12), Kimi conseguiu o melhor tempo com a marca de 1m23s861.

Kimi Raikkonen conseguirá conquista o bicampeonato na F-1? Deixe seu comentário.

Adeus "reggae boys"!

O técnico Renê Simões, campeão brasileiro da série B de 2007 pelo Coritiba, foi demitido do comando da seleção da Jamaica, após ser derrotado para Honduras por 2 a 0, no estádio Olímpico de San Pedro Sula, na Honduras, nesta quarta-feira (10), pelas Eliminatórias da Concacaf.

Renê tinha um contrato de três anos com a Jamaica, porém só cumpriu nove meses. Em 1998, o treinador brasileiro obteve sua maior conquista à frente da equipe caribenha, quando conquistou a inédita vaga para a Copa do Mundo de 1998, após a vitória sobre a equipe japonesa e duas derrotas para Croácia e Argentina.

Segundo um comunicado oficial divulgado no site da Federação Jamaicana de Futebol, Simões recebeu a notícia de sua demissão horas depois no hotel que a delegação jamaicana estava hospedada.

A decisão foi em conseqüência da segunda derrota consecutiva em três jogos, que colocou o time na lanterna do Grupo 2 da Concacaf. Antes dos revés, a Jamaica tinha empatado com o Canadá e perdido para o México e Honduras - dois primeiros colocados do grupo. Apenas as duas melhores seleções classificadas nessa fase, por grupo, se classificam para o hexagonal final.

A Concacaf tem direito a três vagas para a Copa do Mundo da África do Sul em 2010, o quarto colocado enfrentará uma repescagem contra o quinto colocado da América do Sul - Uruguai, até o momento.

A saída pode ser contratar o velocista Usain Bolt para o ataque da seleção jamaicana de futebol. Para quem não lembra, Bolt humilhou seus adversários nos 100m, 200m e 4x100m nas Olímpiadas de Pequim.

Foto: Renê Simoes no último jogo pela seleção da Jamaica - Orlando Sierra/ AFP

A decisão da Federação da Jamaica de demitir o técnico Renê Simões foi correta? Deixe seu comentário.

sábado, 6 de setembro de 2008

Salto de qualidade


A russa Yelena Isinbayeva venceu a última etapa da tradicional Liga de Ouro, em Bruxelas, na Bélgica, mostrando ser imbatível no salto com vara. Isinbayeva conquistou o primeiro lugar com apenas um salto de 4,72m.
O segundo lugar foi conquistado pela polonesa Monika Pyrek, que saltou 4,56m, seguida pela russa Tatyana Polnova, que obteve a mesma marca, mas, por ter saltado depois da polonesa, ficou com a terceira colocação.
Enquanto isso, a brasileira Fabiana Murer teve um desempenho discreto, conquistando a sétima colocação, após saltar 4,40m. Porém não enfrentou o mesmo problema de Pequim, quando uma de suas dez varas sumiu na hora da decisão, prejudicando-a.

Na disputa olímpica, Murer chegou até a parar à frente de uma adversária para paralisar a competição, mas teve de continuar a disputa sem o equipamento apropriado para o seu salto e acabou sendo eliminada com um salto de apenas 4,45 m, amargando a décima colocação na competição, para frustração da atleta que tinha boas chances na competição.
Yelena não repetiu o consagrador salto das Olímpiadas de Pequim, quando atingiu a marca de 5,05m. O salto estabeleceu a quebra do antigo recorde mundial dela, que era de 5,03.
A evolução da russa só foi possível após a mudança de treinador. Vitaly Petrov conseguiu qualificar os saltos de Isinbayeva, e o primeiro resultado foi os 5,03 saltados, em Roma, na Itália. Sua marca se ampliou semanas antes do início das Olímpiadas de Pequim, no dia 27 de Julho de 2008, quando atingiu um salto de 5,04 m, na França.